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PALAVRA DO PÁROCO

Características Centrais da Missão

 
      Anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo trata-se de um serviçoprestado à comunidade dos cristãos, mas também a toda a humanidade.
      É a tarefa de confirmar os irmãos, que a Igreja recebeu do próprio Senhorcom o múnus do sucessor de Pedro (cf. Lc 22,32) que constitui um verdadeiroprograma de vida e que se torna mais nobre e necessário quando se trata dereconfortar nossos irmãos na função de evangelizadores.
      Tal tarefa possui uma capital importância na fé e na atividade da Igreja, hajavista que a apresentação da mensagem cristã não é para a mesma uma contribuição facultativa, mas é um dever que lhe incumbe por mandato do próprio Cristo Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos. A mensagem evangélica é necessária e única, não podendo ser substituída. Assim, ela não admite indiferença, nem sincretismo, nem acomodação. É a salvação dos homensque está em questão. É a beleza da Revelação que ela representa. Depois, ela comporta uma sabedoria que não é deste mundo. Ela é capaz, por si mesma, desuscitar a fé, uma fé que se apóia na potência de Deus. Enfim, ela é a Verdade. Por isso mesmo, ou seja, por essa capital importância que a evangelização e, porconseguinte, a missão possuem na fé e na atividade da Igreja, que o cristão deveconsagrar todo o seu tempo, todas as suas energias e sacrificar, se for necessário, a sua própria vida.
      O texto nos lembra ainda que Jesus declara ser sua missão ir de cidade emcidade a  proclamar, sobretudo  aos mais pobres, e muitas vezes os mais bemdispostos para o acolher, o alegre anúncio da realização das promessas e da aliança feitas por Deus, tal é a missão para a qual Jesus declara ter sido enviado pelo Pai. E todos os aspectos do seu mistério, a começar da própria encarnação,passando pelos milagres, pela doutrina, pela convocação dos discípulos e pela escolha e envio dos doze, pela cruz, até a ressurreição e à permanência da sua presença no meio dos seus, fazem parte da sua atividade evangelizadora.
      Jesus é a primeira boa notícia, Ele é o“Evangelho de Deus”, como o primeioe maior dos evangelizadores, anuncia em primeiro lugar um reino, o reino deDeus, de tal maneira importante que, em comparação com ele, tudo o mais passa aser "o resto", que é "dado por acréscimo". Só o reino, por conseguinte, é absoluto, e faz com que se torne relativo tudo o mais que não se identifica com ele. Contudo, este reino significa a realização da salvação divina.
      Neste sentido, sendo o núcleo do Evangelho de Cristo o anúncio dasalvação, esta por sua vez significa o grande dom de Deus que é libertação de tudoaquilo que oprime o homem, e que é libertação sobretudo do pecado e do maligno,na alegria de conhecer a Deus e de ser por ele conhecido, de o ver e de se entregara ele. Tudo isto começa durante a vida do mesmo Cristo e é definitivamente alcançado pela sua morte e ressurreição; mas deve ser prosseguido, pacientemente, no decorrer da história, para vir a ser plenamente realizado no diada última vinda de Cristo.
      Assim, a Igreja entende que a sua missão de evangelizar é, em primeirolugar, dar testemunho, de maneira simples e direta, de Deus revelado por Jesus Cristo, no Espírito Santo. Dar testemunho de que no seu Filho ele amou o mundo;de que no seu Verbo Encarnado ele deu o ser a todas as coisas e chamou oshomens para a vida eterna.
      Todavia, a missão de evangelizar não seria propriamente completa se ela não tomasse em consideração a interpelação  recíproca que se fazemconstantemente o Evangelho e a vida concreta, pessoal e social, dos homens. É por isso que a evangelização comporta uma mensagem explícita, adaptada àsdiversas situações e continuamente atualizada sobre os direitos e deveres de toda apessoa humana e sobre a vida familiar, sem a qual o desabrochamento pessoalquase não é possível, sobre a vida em comum na sociedade; sobre a vida internacional, a paz, a justiça e o desenvolvimento, uma mensagem sobre maneira vigorosa nos nossos dias, ainda, sobre a libertação. Uma libertação que a evangelização anuncia e se esforça por atuar sim, mas que não pode ser limitada àsimples e restrita dimensão econômica, política, social e cultural; ao contráriodeve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimensões,incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus. Ela anda, portanto, coligada a uma determinada concepção do homem, a uma antropologiaque ela jamais pode sacrificar às exigências de uma estratégia qualquer, ou de uma"práxis" ou, ainda, de uma eficácia a curto prazo.
 
Pe. Valtemario S. Frazão Jr.
Pároco
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